Esta oficina propõe uma exploração criativa da composição musical a partir do imaginário, partindo de uma perspetiva feminista.
Parte-se da ideia de que a criatividade é o devir do imaginado: a materialização daquilo que pensamos, intuímos ou sonhamos.
O imaginado pode transformar-se em obras, livros, apresentações ou investigações, e constitui a base da composição musical entendida como a organização de sons para construir discursos e experiências.
Embora a literatura sobre técnicas de composição ofereça inúmeros métodos que exploram o timbre, a harmonia, o ritmo e a textura, pouco se aborda a criatividade de forma integrada, tomando a intuição como ponto de partida.
Nesta oficina trabalharemos caminhos de criação musical atravessados pelo género — ou seja, uma criação feminista — através de exercícios que estimulam a exploração livre do imaginário e a descolonização do inconsciente, com o objetivo de abrir novas formas discursivas dentro da música.
María Betania Hernández
Mestre em Estudos Latino-Americanos Interdisciplinares pela UNILA, Foz do Iguaçu, Brasil. Licenciada em Composição pela Universidad Nacional de las Artes (UNEARTE) em Caracas, Venezuela.
Reconhecida por sua destacada carreira como compositora, produtora e violinista, a venezuelana foi premiada no prestigioso programa Leading Ladies da Latin Grammy Cultural Foundation (2024). Atualmente, possui dois trabalhos fonográficos: *Pasos del Viento* (2022) e *Luna, Sol, Mar y Estrellas* (2024), ambos produzidos sob o selo Hernández Productora. Além disso, Hernández recebeu vários reconhecimentos e prêmios, como o 2º lugar no Concurso Jazz Solo Cwb (Curitiba, Brasil), o Prêmio Trayectorias UNESPAR (Paraná, Brasil) e sua participação como One Beat Fellow (U.S. Department of State’s Bureau of Educational and Cultural Affairs).
A artista já se apresentou no México, Venezuela, Colômbia, Paraguai, Brasil, Alemanha e Cuba.