É PROIBIDO DESCODIFICAR GIL VICENTE?
A partir dos textos de Gil Vicente e inspirada pela sua dramaturgia, Margarida mergulha nos palcos das múltiplas mulheres do autor.
Com os rebuliços de há cinco séculos, como o matrimónio, a maternidade, as crenças, as devoções e as mentiras, estas histórias são contadas para lábios que sorriem, não como entretenimento, mas como forma de resistência. Durante séculos, as tentativas de moldar a mulher nunca sobrestaram. A mulher foi maltratada, silenciada, magoada, abafada.
A sua resiliência, inteligência e obstinação fizeram da mulher o mais bonito ser. Mas a luta pelo direito a ser mulher em pleno está, infelizmente, longe de ter sido conquistado. Trazer as mulheres de Gil Vicente para a contemporaneidade é descodificar o sentido de se ser mulher. Todas as mulheres estão em Gil Vicente e Gil Vicente escreveu para todas elas.
Por isso, torno a perguntar: É, mesmo, proibido descodificar Gil Vicente?
Co-criação de Margarida Domingos Sá e Miguel Simões
Encenação e design cénico: Miguel Simões
Interpretação: Margarida Domingos Sá
Figurino: Feito à Mão by Rute Rocha.
Horário
22, 23 e 24 julho 2026
19h00
Local
Auditório
Bilhetes
10€
Desconto <25 e >65 - 7,50€
Reservas
bilheteira.tascadasartes@gmail.com (quarta a domingo, 15h/20h)
Contactos
936 946 845 (quarta a domingo, 15h/20h)
